terça-feira, 31 de março de 2009

Estética ...


Platão atribuiu à estética uma realidade ideal, Aristóteles ao bem universal, Kierkegaard lhe deu o 3° lugar na sua pirâmide, Adorno viu nela capacidade crítica, Schopenhauer e Nietzstche a eleveram a um patamar redentor.
Enfim, Filósofos à parte, creio que a estética é um enigma, mas sem dúvida uma das dimensões (e afirmo que importantíssima) da vida desse animal "simbólico" chamado de ser humano.
Os animais, no geral, não escrevem longos tratados sobre ela, mas usam e abusam da mesma: veja os pavões machos acediando as fêmeas com sua magnifica plumagem, as borboletas deslumbrantes, os felinos majestosos, as orquídeas exóticas, e daí por diante.
A beleza se faz presente no mundo, independente do fim "prático" que possa ter (e nem sempre tem): na vida, na matéria e creio que também na alma.
Também pode ter um caráter subjetivo: é belo para mim, mas não para você (veja a arte moderna ou vanguardista). Mas, porque também não haveria uma tal beleza "universal"?
Creio que tudo caminha para o caos (vide a conhecida teoria física que tem até comunidade no orkut, rs). Penso que a beleza consiste em transformar o caos em belo.
Deus fez (e ainda faz) isso!
Há um artista anônimo que constrói belas esculturas de areia, mesmo sabendo que a maré vai subir e desmanchar tudo.
Michelângelo olhava para uma rocha bruta e enchergava um anjo lá dentro: só precisava retirar as sobras de pedra para ele aparecer.
Munch demonstrou de forma bela a agonia de um grito de desespero.
Na até então perigosa favela de Heliópolis/SP, um maestro conseguiu desenvolver um lindo trabalho, ensinando música erudita para jovens (pelo menos para os que buscaram interesse de mudar): Hoje se apresentam até na europa esbanjando talento.
Quanto a mim: Amo escrever, filosofar, contemplar o pôr do Sol, apreciar as artes, pensar num Criador ...
Oh beleza! Que bom que tu existes!