quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

É curioso perceber a vida pesada e amargurada que os "dogmáticos" levam. Isso vale para todos os tipos de dogmáticos: religiosos, filosóficos, politicos, etc. Para todos os idolos em que se baseiam, em que se apoiam.
Então devemos levar uma vida de eterna dúvida e relativismo? Não é bem isso, por favor.
Algumas coisas precisamos relativizar sim. Principalmente quando falamos de realidades "metafísicas": da alma, do pós-morte, da divindade.
Tudo o que falamos a respeito ainda assim não passa de especulação. As religiões se degladiam entre si dizendo ser as detentoras da "verdade". Quem não reza sua cartilha (Bíblia, Gita, Al Corão, etc) está condenado ao "mármore do inferno", rs. Só reafirmam sua falta de amor, pela intolerância.
Ainda bem que Deus (sim, não sou ateu, e acredito que Ele exista, mesmo que independente de religião) não é mesquinho como os seres humanos dito "religiosos" (alguns se safam, ainda bem), muito menos fundamentalista.
Não conseguimos explicar os mistérios da complexidade da mente humana, nem toda a magnitude do universo, nem sequer contar as gotas do oceâno. Queremos falar de Deus e explicá-lo, ou enfiá-lo dentro de uma caixinha catequética? Parece muita prepotência e arrogância.
Todas as religiões com seus mestres refletiram sobre questões existenciais importantes, mas parecem, no geral, reproduzir certos aspectos do "inconsciente coletivo" (não, não sou um junguiano radical); todas projetam na "divindade" aspectos de "sua" cultura, fazendo de Deus(s) sua total imagem e semelhança (também não sou feurbachiano radical, rs). Todos os grandes sábios, avatares e pensadores da humanidade parecem convergir em muitas das suas elocubrações sobre isso. Também é fato que encontramos contradições, problematizações complexas, insuficiência até de palavras; essas coisas...
Não só na religião.
O marxismo, por exemplo, parte de pressupostos importantes, falando da má distribuição de renda, de injustiça social, de "revolução" por parte da classe dos desfavorecidos, etc (também não sou anti-marxista radical, rs). Mas possui ideais fundamentados na inveja e no ódio: aquele outro tem, eu não tenho. Sem contar que as experiências socialistas que tivemos terminaram também em fracasso, intolerância, ditaduras; transferindo o poder das mãos dos dito burgueses para os chefões do partido. Além do mais, como explicar aquelas pessoas que partem do "nada" e conseguem se destacar na vida? É mais fácil lamentar, rotular e criticar os outros (não estou negando que existem pessoas que "crescem", passando por cima de outras, se beneficiando num mundo onde o dinheiro é mais importante que outras dimensões da vida). Também é, infelizmente, da natureza humana, ser mesquinho.
Mudando de assunto... tenho lido alguma coisa sobre a física quântica (não a merda do "segredo") e confesso que a principio acreditava se tratar de supertição, new age, auto-ajuda de quinta. Mas tive um "insight" ao perceber reflexões lógicas, embasamento científico (principalmente quando se fala de "energia", da qual tudo é composto... o átomo do qual tudo é cosntituído, e a energia que une as partículas do átomo; levando a crer que a matéria é sim "relativa", porque é energia, e sendo energia pura poderia ser, por que não, "espiritual").
A força dos pensamentos bem direcionados (que não se trata de otimismo piegas), capazes de "transformar" (não, não sou adepto da new age, rs), uma espécie de oração acessível para todos, independente de religião. A fé.
Algumas vezes na minha vida fui BEM pessimista, pensando ser realista. Outras não. Na primeira não consegui nada com isso. Na segunda até avancei.

Não quero ofender ninguém com meus pensamentos. Apenas sou livre para pensar, usar minha razão, alçar vôo, as vezes despencar, rs. Creio que esse é um dom, de Deus (ou chame de Cosmos, Principio de tudo, Causa não causada, Infinito, arquiteto, como quizer), algo sagrado que nenhum homem, mulher, ideologia ou instituição pode me privar.
Caminhando, sem me esquecer que fui feito a "imagem e semelhança de Deus" (isso é bíblico, não?!), e que sou da mesma substância que as estrelas foram feitas.
Abraço.