quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

80's


Os anos 80 foram problemáticos e conflituosos, para o mundo (guerra fria, por exemplo), para o Brasil e para mim, um pré-adolescente na época. Tempos difíceis, longe do brilho ingênuo que alguns fazem com os "revivals" modistas.
Mas confesso que a moda e a música eram bem peculiares.
Aprofundei-me em anos 80, desde os ano 90, principalmente quanto à música: o pop, a influência do glam e do punk, os sintetizadores (sinth), o new-romantic, o new wave, o "gótico", o eletrônico, o hard rock... para quem gosta de rótulos era um prato cheio. Sei que gosto de quase tudo, independente deles.
Hoje digo, sem titubear, que sinto muito falta daquela criatividade toda. Hoje tudo me parece tão igual, sem graça. Ali o "fazer diferente" era a palavra de ordem (mas a banda Nouvelle Vague é tudo de bom, inclusive com sua versão de garota de Ipanema).
O Brasil teve uma safra interessante no rock e no pop, mas certamente foi influenciado, o que não acho necessariamente ruim, por aquilo que fervilhava, principalmente na Europa (Estados Unidos só reproduzia, como nós). Mas também apareceu muita porcaria, fazer o que.
David Bowie, Kraftwerk e Sex Pistols, acredito, foram os principais referenciais para todas as outras experiências musicais (e na moda pop também).
Daí a lista é deliciosamente grande: Devo, New order, Depeche Mode, Soft Cell, Duran duran, Dead or alive, Erasure, The Cure, Siouxsie and the banshees, Pet shop boys, Laura Branighan, Visage, Alphaville, Smiths, Yazoo, Cindy Lauper, Madonna, Soft cell, B 52's, Sisters of mercy, Human league, Clash, Metrô, Violeta de outono, etc etc etc.
Vale a pena conferir. Vista seu All Star e se joga, rs!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008


Amei esta versão anime dos Simpsons.

Aliás, é bem gostoso filosofar com os trocentos episódios, na Fox (quando os estúpidos da TV Globo se tocarão que o desenho não é paras as crianças?!)

Fica a sugestão para a leitura: "Os Simpsons e a filosofia".

Bye.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Poxa, poxa


Acho muito divertido como ninguém lê meu blog (pelo menos é a minha impressão).
Popularidade nunca foi meu forte. Nem durmo à noite por causa disso, rs.
(impossível não dormir estando dopado de remédio tarja preta).
Se eu fosse uma dessas celebridades babacas da televisão iria chover gente por aqui.
Imagino que um bando de tonto acessou o blog da Sandy, por exemplo; talvez para saber se ela gozou na lua-de-mel (coisa que eu duvido).
Além do mais, escrevo para mim mesmo, como terapia, rs.
Se alguma pessoa tiver coragem de questionar a própria existência, como eu faço, e as futilidades e contradições da nossa patética humanidade, vai gostar de ler meus desabafos.
Talvez um dia, quando eu morrer, essas postagens façam de mim um Kierkegaard, já pensou?!

kkkkkkkkkkkk ... Acorda, Alice !!!

Um pouco de pretensão de vez em quando não é pecado, não é mesmo?

Já dizia Schopenhauer, meu querido (quanta intimidade) e amante dos poodles, como eu:

"A vida é um pêndulo que oscila entre o tédio e a dor."

Bj (só para quem leu).

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

"Com a madurez o fruto se completa. Mas será que a morte à qual chega o dasein é um completar-se nesse sentido?... Na maioria das vezes o dasein termina incompleto, ou então desintegrado e esgotado." (Heidegger)

sábado, 13 de setembro de 2008

Quanta bobagem ...




Essa semana, por mero acidente, acompanhei uma entrevista do pseudo-deputado-estilista-celebridade Clodovil Hernandez, enquanto me preparava pra ir lecionar aos meus pimpolhos.
Era uma reprise de um programa de domingo, da horrenda tv aberta (da Record, do Picareta-Macedo, sabe?!), apresentado pelo Rodrigo Faro-Fino. Pelo que eu entendi, esse programa, o tal "lavando a roupa-suja" (my God!) funciona com um "limpa-a-barra" de famozinhos dito polêmicos (pra não chamar de barraqueiros), coisa assim...
Bem, o Clô, na linha blazé, tentou limpar a dele (haja Omo, ou homo), e vários desafetos dele foram invocados, inclusive o que ele alimentou com as militâncias (se é que ainda dá pra chamar assim) dos GLBTT. Falou, falou e não falou NADA (como de praxe, ele adora uma filosofiazinha nonsense de boteco), e até disse que ADORA mulher, mas que não tem o "apelo" sexual (tá boa, né?!).
Dizem que ele é afetado, polêmico, encrenqueiro, genioso e homofóbico. Sinceramente, eu acho que ele não é nada disso, ou melhor, ele talvez tenha sido tudo isso um dia. Hoje só vejo um adjetivo pra ele: CADUCO - Interna a bicha!!!
Ele só disse uma coisa coerente: Falando em gays e afins, acredito que a um bom tempo estamos muito mal representados.
Quanta gente vazia (e obtusa) levantando a bandeira do arco-iris. Nem um potencial Michelangelo, ou um Santos Dumont, um Michel Foucault, sei lá...
Há tipinhos como um tal de Fabricio Viana, que escreveu um livrinho de auto-ajuda e que agora está atacando de contos eróticos, e que tem a cara-de-pau de vender seus lixos para os incautos, na net (até a Bruna Surfistinha tem mais conteúdo), ou o escroto do Leão Lobo, ou o narcisista do Mauro Borges (da decadente "Que fim levou o Robin") que ataca agora de vovô-boy-dj, ... e por aí vai a lista infame.
Mas também há as caricatas das boates de sampa que me fazem rir muito, os bons djs que me fazem dançar, o André Fisher e suas maravilhosas crônicas que me fazem pensar. Ainda bem.
Fui!!!

segunda-feira, 31 de março de 2008

"O desespero inconsciente de ter um EU - o que é verdadeiro desespero; o desespero que não quer; e o desespero que quer ser ele mesmo." (Kierkegaard)

Há horas em que a corda aperta o pescoço. Parece que falta o ar.
Agarro a esperança, a exemplo de Pandora que abriu a caixa maldita de onde sairam todas as mazelas (só ficando essa).
Mas mesmo a esperança parece querer dar lugar ao desespero humano.
Angústia é uma doença, não é?!
Ou será o remédio amargo que cura?!
Seria mais fácil se eu fosse um anjo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

" Toda a unanimidade é burra. " (Nelson Rodrigues)
Tenho assistido a dois seriados norte-americanos (mais um desses "enlatados" deles, só que esses estam na categoria dos bons) que abordam o tema da MORTE: Dead like me (conhecido como a morte me cai bem) e o Six feet under (conhecido como A sete palmos).
Aluguei e assisti a primeira temporada de ambos e confesso que estou bem interessado em assistir as próximas temporadas. Recomendo.
O tema da MORTE é mesmo fascinante, não acham?! Eu acho. Afinal, é a GRANDE CERTEZA que temos: tudo que é vivo, morre.
Acho agradável a crença de que há uma continuação dessa vida após a falência desse corpo. Sem dualismos.
Aureóla de santo ou chifrinhos de demônio?! Bem, deixa isso para as mentes obtusas, rs.
Abraço.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

É curioso perceber a vida pesada e amargurada que os "dogmáticos" levam. Isso vale para todos os tipos de dogmáticos: religiosos, filosóficos, politicos, etc. Para todos os idolos em que se baseiam, em que se apoiam.
Então devemos levar uma vida de eterna dúvida e relativismo? Não é bem isso, por favor.
Algumas coisas precisamos relativizar sim. Principalmente quando falamos de realidades "metafísicas": da alma, do pós-morte, da divindade.
Tudo o que falamos a respeito ainda assim não passa de especulação. As religiões se degladiam entre si dizendo ser as detentoras da "verdade". Quem não reza sua cartilha (Bíblia, Gita, Al Corão, etc) está condenado ao "mármore do inferno", rs. Só reafirmam sua falta de amor, pela intolerância.
Ainda bem que Deus (sim, não sou ateu, e acredito que Ele exista, mesmo que independente de religião) não é mesquinho como os seres humanos dito "religiosos" (alguns se safam, ainda bem), muito menos fundamentalista.
Não conseguimos explicar os mistérios da complexidade da mente humana, nem toda a magnitude do universo, nem sequer contar as gotas do oceâno. Queremos falar de Deus e explicá-lo, ou enfiá-lo dentro de uma caixinha catequética? Parece muita prepotência e arrogância.
Todas as religiões com seus mestres refletiram sobre questões existenciais importantes, mas parecem, no geral, reproduzir certos aspectos do "inconsciente coletivo" (não, não sou um junguiano radical); todas projetam na "divindade" aspectos de "sua" cultura, fazendo de Deus(s) sua total imagem e semelhança (também não sou feurbachiano radical, rs). Todos os grandes sábios, avatares e pensadores da humanidade parecem convergir em muitas das suas elocubrações sobre isso. Também é fato que encontramos contradições, problematizações complexas, insuficiência até de palavras; essas coisas...
Não só na religião.
O marxismo, por exemplo, parte de pressupostos importantes, falando da má distribuição de renda, de injustiça social, de "revolução" por parte da classe dos desfavorecidos, etc (também não sou anti-marxista radical, rs). Mas possui ideais fundamentados na inveja e no ódio: aquele outro tem, eu não tenho. Sem contar que as experiências socialistas que tivemos terminaram também em fracasso, intolerância, ditaduras; transferindo o poder das mãos dos dito burgueses para os chefões do partido. Além do mais, como explicar aquelas pessoas que partem do "nada" e conseguem se destacar na vida? É mais fácil lamentar, rotular e criticar os outros (não estou negando que existem pessoas que "crescem", passando por cima de outras, se beneficiando num mundo onde o dinheiro é mais importante que outras dimensões da vida). Também é, infelizmente, da natureza humana, ser mesquinho.
Mudando de assunto... tenho lido alguma coisa sobre a física quântica (não a merda do "segredo") e confesso que a principio acreditava se tratar de supertição, new age, auto-ajuda de quinta. Mas tive um "insight" ao perceber reflexões lógicas, embasamento científico (principalmente quando se fala de "energia", da qual tudo é composto... o átomo do qual tudo é cosntituído, e a energia que une as partículas do átomo; levando a crer que a matéria é sim "relativa", porque é energia, e sendo energia pura poderia ser, por que não, "espiritual").
A força dos pensamentos bem direcionados (que não se trata de otimismo piegas), capazes de "transformar" (não, não sou adepto da new age, rs), uma espécie de oração acessível para todos, independente de religião. A fé.
Algumas vezes na minha vida fui BEM pessimista, pensando ser realista. Outras não. Na primeira não consegui nada com isso. Na segunda até avancei.

Não quero ofender ninguém com meus pensamentos. Apenas sou livre para pensar, usar minha razão, alçar vôo, as vezes despencar, rs. Creio que esse é um dom, de Deus (ou chame de Cosmos, Principio de tudo, Causa não causada, Infinito, arquiteto, como quizer), algo sagrado que nenhum homem, mulher, ideologia ou instituição pode me privar.
Caminhando, sem me esquecer que fui feito a "imagem e semelhança de Deus" (isso é bíblico, não?!), e que sou da mesma substância que as estrelas foram feitas.
Abraço.
"A imaginação é tudo. É uma prévia das próximas atrações da vida." (Albert Einstein)