As palavras têm vida...
as vezes pesam, outras flutuam.
Podem entorpecer ou fazer acordar,
oras como um gardenal com vodka,
oras como um açaí com extrato de guaraná.
Fazem crescer, mesmo que em forma de um cilício cortante.
Fazem atrasar, como um fel, azedo, venenoso e repleto de mórbido rancor.
Viram poesia, música, discurso, trabalho acadêmico como de uma monografia, crônica, crítica, uma carta de amor. Depende da inspiração das musas, sendo sempre assim desde remotos tempos, em que suspirávamos sermos mais do que humildes poeiras de estrelas, perdidos no cosmos.
Palavras ...
Mas que não terminem como letra morta, o que é triste demais ...
Allan